Eu tinha tanto para falar, que até fiquei sem palavras.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Aquela que fica

Eu não fui seu primeiro amor.
Não fui a primeira pessoa a estar contigo.
A beijar seus lábios ou conquistar seu coração.
Não fui a primeira com que teve planos, com quem quis passar os anos.
Nem teu primeiro "eu te amo".

Quando nos encontramos, nossos corações já haviam sido partidos.
Já haviam cicatrizes, medos e inseguranças.
Nenhuma pessoa é a mesma depois de tantos (D)anos.

Mas eu não vim para ser aquela
Que chega e te conquista
Depois vai embora, por mais que insista

Vim pra ser quem fica.
Vim pra ser quem cura cada pedaço que já foi danificado.
Que seca cada choro derramado.
Que nunca te deixa sozinho ou abandonado.

Vim pra ser quem segura tua mão em meio a tempestade.
Quem te protege de toda e qualquer maldade.
Quem nunca te magoa, pois te ama de verdade.

Porque nesse mundo, a gente nunca tá livre de acreditar
Em pessoas que no fim das contas, sempre acabam por nos deixar

Depois compreendemos que tudo serve para nos fortalecer
E para que algo muito melhor venha a acontecer
Vem aquela pessoa que se torna porto seguro e nos faz agradecer

Por tudo que não deu certo
Por toda vez que o coração se partiu
Por todos aqueles que fingiram ou foram embora
Porque foi isso que nos trouxe até aqui, agora

E do teu abraço eu não saio nunca mais.
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sábado, 17 de fevereiro de 2018

Pelo direito dos meninos

Hoje vi uma postagem sobre uma mulher (linda!) que tentou obrigar um jovem rapaz a fazer sexo com ela, mesmo que ele já tivesse negado. Segundo a reportagem, provavelmente falsa, a mulher acabou sendo presa.

A notícia parecia fake, mas, independente de ser verídica ou não, o que me entristeceu foram os comentários. Nenhum deles criticava a mulher. Nenhum deles aprovava sua suposta punição. Aparentemente, o fato dela ser bonita, lhe isentava da culpa de ter tentado forçar alguém a fazer o que não queria. Ao contrário disso, todos caiam de paus e pedras em cima do garoto, dizendo que deveriam prendê-lo, que ele era um "viadinho de merda" e várias coisas assim.

Dai, me peguei pensando sobre o tanto que se fala hoje em dia nos direitos das mulheres. No caos que vimos repercutir há poucas semanas atrás, com a "música" completamente doentia, a tal "Surubinha de leve".

A gente defende tanto o direito da mulher de poder fazer o que quiser com o seu próprio corpo, e isso é lindo. Mas acredito fielmente, que essa batalha é ainda mais ampla. Tá faltando quem defenda o ser humano, independe do gênero.

Eu me peguei pensando em quem luta pelo direito dos meninos, que já nascem sendo ensinados a ter que tentar ficar com toda e qualquer mulher que se aproxima (mesmo quando o interesse da menina é só amizade), para mostrarem sua masculinidade.

Meninos que desde criança são repreendidos se querem brincar de boneca, ainda que quando crescerem possam vir a ser pais.

Meninos que não podem chorar quando se sentem emocionados ou tristes com algo, "porque sensibilidade é coisa de menina".

Que não podem usar rosa. Não podem gostar de histórias de amor...

Meninos que muitas vezes são forçados a perder sua virgindade com a primeira garota que topar, na primeira oportunidade que tiver (isso quando os próprios pais não os levam à prostíbulos)... ao invés de esperar para que seja um momento especial, com alguém que realmente gostem.

Meninos que crescem ouvindo dos próprios pais que tratar alguém com delicadeza e doçura é "coisa de maricas"... Ou que aprender a cozinhar e cuidar de uma casa é totalmente desnecessário, porque isso é "o papel da mulher".

Meninos que já desde pequenos ouvem os pais fazer comentários como "as menininhas que se cuidem, meu rapazinho está crescendo..." Se cuidem? Desde quando eles devem ser um perigo?

Meninos que, como esse, se recusam uma mulher da qual não estão afim, são torturados e criticados como se isso fizesse deles, monstros. Qual grande crime está em não querer?

A verdade é que as coisas só vão para frente quando aprendermos a respeitar o ser humano e entender que, desde que isso não viole o direito do outro, todos somos livres para fazermos nossas escolhas e tentarmos ser felizes do jeito que nos convir.
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The Japanese call it Hanakotoba, and King Charles II brought it to Sweden from Persia in the 17th century. Read More

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